Polêmica sobre diplomas universitários: denúnciascontradizem versão da UNISUD sobre período investigado

Assunção. A investigação sobre a suposta emissão irregular de diplomas universitários continua gerando controvérsia após a Universidade Sudamericana (UNISUD) afirmar publicamente que as irregularidades denunciadas estariam relacionadas a administrações anteriores ao ano de 2015, afastando qualquer responsabilidade da atual gestão.

Entretanto, documentos anexados às denúncias e elementos que integram as investigações conduzidas pelo Ministério Público são apresentados pelos denunciantes como indícios de que alguns dos diplomas questionados teriam sido expedidos com datas posteriores a 2015, inclusive entre os anos de 2019 e os anos seguintes.

Esses antecedentes estão sendo analisados pela Promotoria com o objetivo de verificar sua autenticidade, as circunstâncias em que foram emitidos e a eventual responsabilidade das pessoas envolvidas.

A atual administração da UNISUD sustenta que, desde o final de 2015, a instituição passou por um profundo processo de reestruturação acadêmica e administrativa, afirmando que a documentação questionada se refere a fatos anteriores a esse processo.

Além disso, informou ter colaborado com as autoridades competentes e colocado à disposição toda a documentação necessária para o esclarecimento do caso.

Por sua vez, os denunciantes afirmam que existem diplomas universitários com datas de expedição posteriores a 2015 cuja legalidade deve ser esclarecida pelo Ministério Público.

Por esse motivo, defendem que a investigação também alcance atos praticados durante a administração que estava em exercício quando esses documentos foram emitidos.

Diante dessas versões divergentes, o Ministério Público continua reunindo informações, registros acadêmicos e documentação oficial para determinar quando os diplomas questionados foram expedidos, sob quais procedimentos administrativos e se houve ou não irregularidades que possam configurar infrações penais.

O caso permanece em fase de investigação e, até o momento, não há decisão judicial definitiva que estabeleça responsabilidade penal da universidade ou de pessoas específicas. Assim, prevalece o princípio constitucional da presunção de inocência até a conclusão das investigações e eventual pronunciamento do Poder Judiciário.

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