Eles vieram pra ficar e não estão de brincadeira. O mercado de veículos eletrificados leves no Brasil bateu um recorde histórico em abril de 2026, com 38.516 unidades emplacadas e uma participação inédita de 16,2% nas vendas totais do país. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), e confirmam que os modelos eletrificados deixaram de ser um mercado de nicho e consolidaram sua presença nas garagens brasileiras. Eles dobraram sua fatia de mercado em apenas sete meses.

A expansão do mercado é impulsionada pela forte concorrência de entre as montadoras asiáticas especializadas, mas a briga respinga nas marcas já consolidadas no país, que trataram de negociar descontos e até a reduzir preços. A BYD lidera as vendas do país com folga. O modelo compacto BYD Dolphin Mini foi o carro elétrico mais vendido do mês de abril (6.880 unidades) e já figura no ranking geral dos 10 carros mais vendidos do Brasil. A Geely surpreendeu ao assumir a vice-liderança dos elétricos puros, registrando 3.602 emplacamentos e ultrapassando modelos tradicionais.
As vendas e a frota circulante seguem concentradas nas grandes capitais e regiões metropolitanas do país, impulsionadas pela melhor infraestrutura de recarga. Entre o ranking das cidades que registraram o maior volume de emplacamentos no mês de abril de 2026, São Paulo (SP) lidera com 3.965 unidades (10,3% do mercado nacional), concentrando isoladamente a maior frota total de veículos elétricos e híbridos do país. Ela é seguida por Brasília (DF): 2.957 unidades (7,7%), Belo Horizonte (MG): 1.735 unidades (4,5%), Rio de Janeiro (RJ): 1.274 unidades (3,3%) e Curitiba (PR): 1.157 unidades (3,0%). No interior do país, o destaque fica para Campinas (SP), que ultrapassou a marca de 10 mil veículos eletrificados em circulação, mantendo o posto de maior frota eletrificada fora das capitais brasileiras.
