Pfizer lançará remédio similar ao mounjaro de uso mensal

Se tomar um medicamento por semana já é muito melhor do que tomar diariamente, imagine poder tomar apenas uma vez ao mês? Foi o que pensou em a farmacêutica Pfizer ao entrar na briga das “canetas emagrecedoras” com suas concorrentes Eli Lilly (Mounjaro) e Nova Nordisck (Wegovy/ Ozempic). O berobenatide (anteriormente conhecido como PF-08653944) é um medicamento experimental de ação ultralonga desenvolvido pela Pfizer para o tratamento crônico da obesidade e do diabetes tipo 2.

O seu principal diferencial competitivo em relação aos tratamentos atuais (como o Ozempic e o Mounjaro) é a sua proposta de administração mensal por meio de injeção subcutânea, em vez de aplicações semanais. A substância funciona de forma quase idêntica aos medicamentos já disponíveis no mercado: imita o hormônio natural GLP-1, aumenta a saciedade, reduz o apetite, retarda o esvaziamento do estômago, melhorar a secreção de insulina otimizando o controle da glicose. A vantagem é que faz tudo isso com apenas uma aplicação ao mês.

Segundo dados apresentados pela Pfizer nas sessões científicas da American Diabetes Association (ADA), pacientes sem diabetes que utilizaram a dose máxima alcançaram uma redução de quase 16% do peso corporal em até 32 semanas de tratamento. Em pacientes com diabetes tipo 2, o berobenatide reduziu a hemoglobina glicada (HbA1c) em até 2,2% e promoveu uma perda ponderal de até 10,2%. O medicamento também apresentou baixas taxas de descontinuação por problemas gastrointestinais (como náuseas e vômitos).

A empresa agora avança oficialmente para os ensaios clínicos de Fase 3, onde deve avaliar o impacto do berobenatide a longo prazo e em comorbidades associadas, como apneia obstrutiva do sono e osteoartrite de joelho. Outra vantagem citada no estudo é que a molécula exige uma quantidade menor de ingrediente ativo em comparação aos concorrentes, o que reduz o volume da injeção para apenas 0,5 mL e facilita a fabricação em larga escala. A estimativa é que os estudos sejam concluídos em 2028, e só a partir daí saberemos quando será liberado no mercado e qual será o valor do produto.

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