MPF investiga Rumo Malha Oeste por incêndio no Pantanal

Concessionária é alvo de inquérito por possível negligência ambiental

Fogo teria começado durante manutenção na linha férrea

A concessionária Rumo Malha Oeste S.A. passou a ser investigada pelo MPF após indícios de responsabilidade em um incêndio de grandes proporções no Pantanal em agosto de 2024. O fogo atingiu cerca de 17.817 hectares de vegetação nativa na região de Porto Esperança, em Corumbá, área de proteção ambiental.

Segundo apuração do Ibama, o incêndio se iniciou durante atividades de manutenção na ferrovia. As ações eram executadas por uma empresa terceirizada contratada para serviços de infraestrutura ferroviária. Há indícios de que faíscas de equipamento de corte metálico tenham provocado o fogo. Também foi apontada possível ausência de medidas preventivas como aceiros e remoção de material inflamável.

Diante da gravidade dos danos ambientais e da extensão da área atingida, o MPF instaurou inquérito civil. A investigação busca apurar responsabilidades da concessionária na ocorrência do incêndio. A Rumo administra a Malha Oeste, que liga São Paulo a Corumbá, há quase três décadas. O caso ocorre em meio a críticas recorrentes sobre a conservação e gestão da ferrovia no país.

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