Relatório aponta movimentações de mais de R$ 20 milhões
O pagamento de mais de R$ 20 milhões em honorários advocatícios pela JBS ao escritório Pimentel & Mochi Advogados Associados chamou a atenção de especialistas por estar muito acima dos padrões praticados em Mato Grosso do Sul. Segundo investigação da Polícia Federal na Operação Ultima Ratio, os repasses ocorreram em menos de 12 meses, entre dezembro de 2022 e agosto de 2023. Advogados ouvidos avaliam que valores dessa magnitude exigiriam causas superiores a R$ 200 milhões, o que levanta dúvidas sobre os serviços prestados.
Relatório aponta transferências que somam R$ 20,8 milhões, com pagamentos distribuídos ao longo de seis operações financeiras. A defesa sustenta que os honorários são fruto de serviços legais regularmente prestados e tributados. A PF, no entanto, destaca dificuldade na comprovação da origem e justificativa dos valores recebidos. O delegado responsável também apontou evolução patrimonial considerada atípica nos rendimentos do investigado. A investigação inclui suspeitas de corrupção passiva e possível intermediação de decisões judiciais. A JBS afirmou, em nota, que os pagamentos seguiram práticas comuns de contratação jurídica.
O caso segue em apuração e pode ter novos desdobramentos com o avanço das investigações.
