Clima e logística impulsionam investimentos no Centro-Oeste
O avanço do greening, doença bacteriana sem cura que atinge pomares cítricos no Brasil, está redesenhando o mapa da citricultura nacional e transformando o cinturão tradicional em um “mosaico” produtivo com a migração de lavouras para novas regiões. Produtores deixam áreas de São Paulo e Minas Gerais e passam a investir no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso do Sul, que já soma 34,6 mil hectares destinados à citricultura e se consolida como nova fronteira agrícola. Especialistas apontam que o clima mais quente e seco do Estado reduz a proliferação do psilídeo, inseto vetor da doença, além de favorecer maior controle sanitário nos pomares.
O governo sul-mato-grossense intensifica a atração de investimentos, destacando logística favorável e proximidade com indústrias processadoras paulistas como diferencial competitivo. Produtores relatam que o uso de mudas sadias e manejo rigoroso é essencial para evitar a disseminação da doença, que já atinge quase metade do cinturão tradicional. Enquanto isso, o Fundecitrus registra crescimento contínuo da incidência do greening, que pressiona o setor e acelera a expansão para novas áreas produtivas. Apesar da migração, especialistas avaliam que o cinturão citrícola tradicional seguirá relevante, coexistindo com os novos polos de produção que surgem no país.
