O Ibama implementou o monitoramento por satélite de tartarugas no rio Tapajós, em fase piloto do Programa Quelônios da Amazônia, gerando dados inéditos sobre migração, fidelidade reprodutiva e áreas de alimentação. Criado em 1979, o PQA soma décadas de proteção de praias de desova, manejo de ninhos, soltura de filhotes e participação de comunidades ribeirinhas, unindo conservação e inclusão social.
Desde 2024, fêmeas equipadas com transmissores são acompanhadas após a nidificação, e em 2025 o projeto foi ampliado com mais fêmeas e machos para análises mais robustas.
Os dados iniciais indicam retorno às mesmas áreas de reprodução e padrões migratórios distintos, com deslocamentos curtos próximos ao Tabuleiro do Monte Cristo e outros superiores a 100 km até o rio Amazonas. As informações orientam a gestão e a fiscalização ao identificar áreas sensíveis fora do período reprodutivo, permitindo ações mais estratégicas contra a captura ilegal.
Como projeto piloto, a iniciativa deve embasar a expansão do monitoramento para outros estados, integrando ciência, tecnologia e políticas públicas para proteger a biodiversidade amazônica.
