FAC leva oficina de saltenha para famílias do Noroeste

Cerca de 100 pessoas participaram da oficina “Mão na Massa – Saltenha”, realizada pelo Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), no Jardim Noroeste. A formação reuniu principalmente mulheres e também proporcionou a participação pedagógica de crianças, que acompanharam as mães na experiência de aprender uma nova receita e conhecer possibilidades de geração de renda.

A atividade foi realizada na Rua Senador Vergueiro, 350, e apresentou aos adultos técnicas de preparo de salgados, noções de empreendedorismo, precificação e cuidados com a higiene durante a manipulação dos alimentos. Ao final, os participantes adultos receberam certificado de conclusão da formação.

Adir Diniz e a professora Eva mostram como preparar a massa da saltenha durante a oficina “Mão na Massa” do FAC, no Jardim Noroeste.

Além do aprendizado, a oficina ganhou um significado especial para as famílias ao reunir mães e filhos na cozinha. Para a presidente do FAC, Adir Diniz, experiências como essa podem permanecer na lembrança das crianças.

“O que é memória afetiva? Isso que está acontecendo aqui: as crianças que estão participando vão ter memória afetiva para o resto da vida! E vão falar para os seus filhos que fez parte de um curso feito de saltenha. Eu, com 13 anos de idade, participei de um curso de confeitaria perto da minha casa. Foi o primeiro curso que fiz”, destacou a presidente do FAC, Adir Diniz.

Moradora do Jardim Noroeste, a diarista Ercília Lopes, 32 anos, participou da formação ao lado do filho Marcos Vinícius, de 11 anos. Para ela, o conhecimento pode ajudar quem busca uma renda complementar.

“O curso em si é muito bom para a comunidade, em que a gente vem aprender um pouco mais, para a gente ver se a gente consegue vender, para ganhar um pouquinho, uma renda a mais, né? Aí eu trouxe o meu filho comigo para ele ir aprendendo também e vendo como é que faz.”

Ercília Lopes, de 32 anos, moradora do Jardim Noroeste, participou da formação com o filho Marcos Vinícius, de 11.

Aluno do 5º ano, Marcos Vinícius também colocou a mão na massa e encontrou uma familiaridade entre a nova receita e algo que já gosta de preparar em casa.

“Foi boa. Eu faço pastel, e a saltenha é tipo um pastel, só que um pouquinho mais difícil. Eu faço pastel, bolo, aí agora que aprendi a saltenha.”

A experiência também chamou a atenção de Luana Santana, 30 anos, que participou da oficina acompanhada das duas filhas. Segundo ela, as meninas já demonstram interesse pela área de Gastronomia.

Luana Santana, de 30 anos, participou da oficina ao lado das duas filhas, que já demonstram interesse pela área de Gastronomia.

“Foi uma experiência boa, esse curso aqui; viemos e aprendemos juntos. Eu estou com as minhas meninas, que também quiseram vir aprender. Elas sempre falam que querem fazer o curso de Gastronomia. Mas ainda não tem como fazer.”

A filha de Luana, Gabriele Santana, de 8 anos, aluna do 2º ano, também participou da atividade e contou que já possui um sonho relacionado à cozinha.

“Foi legal. É sempre o meu sonho ser chefe. Eu gostei muito de fazer o salgado da Saltenha.”

As oficinas do FAC são voltadas à capacitação e qualificação de pessoas com idade acima de 16 anos em situação de vulnerabilidade social. A proposta é ampliar conhecimentos que possam contribuir para geração de renda e inclusão social.

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