Campo Grande sanciona lei que regula internação à força de usuários de drogas

Prefeitura sancionou lei que permite, entre outros aspectos, internação obrigatória de dependentes químicos em Campo Grande. 

A publicação, no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (23), estabelece diretrizes orientadoras e suplementares sobre ações no âmbito da Rede Municipal de Saúde relacionadas aos dependentes químicos.

Ressalta que o trabalho deve respeitar a legislação federal vigente. 

Foi dito que a prioridade no âmbito da rede de saúde é o tratamento ambulatorial do paciente. Quando houver necessidade de internação, é obrigatória a atuação e autorização de um médico, além de acompanhamento de equipes multidisciplinares.

Obrigatória

Sobre a chamada internação involuntária, o texto diz que ela pode ser pedida por familiar; responsável legal e, na falta destes, autorização de um servidor público da área da Saúde; servidor da Assistência Social e integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas. 

Outro detalhe do texto é que servidores da Segurança Pública ficam fora desse momento do atendimento. A nova lei enfatiza que a a decisão precisa ser formalizada por médico responsável e deve haver avaliação do tipo de droga utilizada, do padrão de uso e da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas disponíveis na rede de saúde.

A legislação também destaca que, em casos assim, o prazo máximo da internação é de 90 dias para fins de desintoxicação, cujo encerramento será determinado pelo médico responsável. A família ou os autores do pedido de internação também podem pedir a interrupção a qualquer momento. 

Igualmente haverá necessidade de comunicação ao Ministério Público de MS e Defensoria Pública local, além de outros órgãos de fiscalização. Fica instituído o PIA – Plano Individual de Atendimento. Este atendimento poderá prever encaminhamento do paciente para comunidades terapêuticas, neste caso somente se for de forma voluntária. 

Polêmica

Desde que foi apresentada na Câmara, a legislação foi alvo de polêmicas, sendo que os críticos apontam que tal obrigatoriedade fere legislações vigentes e os direitos humanos.  O texto é de autoria do vereador André Salineiro (PL), que celebrou a aprovação e, mais recentemente, a sanção. 

fonte: topmidianews

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Da muda ao manejo, arborização exige planejamento permanente

O que acontece antes de uma árvore chegar à calçada, praça ou área verde de Campo Grande? Por trás de cada plantio existe uma...

Guarda municipal é preso acusado de manter companheira presa em casa

Mulher teria sido monitorada por câmeras e impedida de deixar a residência Um guarda municipal, de 35 anos, foi preso preventivamente, suspeito de manter a...

João Gustavo & Murilo são atração dos 35 anos de Nova Alvorada do Sul.

Nova Alvorada do Sul prepara uma programação especial para celebrar os 35 anos do município, com três noites de música no Parque Nelson Tererê....

Flávio Bolsonaro teve emenda negociada com miliciano condenado

Recurso de quase R$ 200 mil foi destinado a projeto esportivo que depois teve indícios de irregularidades apontados pelo TCU Mensagens apreendidas pela Polícia Federal...