Justiça do Trabalho aponta irregularidades em setor de almoxarifado
A Justiça do Trabalho de Araraquara (SP) condenou a Citrosuco por expor um jovem aprendiz a atividades consideradas perigosas, com contato com materiais inflamáveis no setor de almoxarifado. A decisão decorre de ação civil pública do Ministério Público do Trabalho, que identificou irregularidades na proteção de menores de 18 anos. Segundo a investigação, o trabalhador era submetido a riscos de explosão e incêndio durante suas funções.
O caso apontou descumprimento de normas trabalhistas que proíbem a atuação de adolescentes em ambientes insalubres e perigosos. Como reparação por dano moral coletivo, a empresa foi condenada a pagar R$ 100 mil ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos. Também foi fixada multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da decisão. A Citrosuco ainda pode recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.
NOTA DA CITROSUCO
“A Citrosuco reforça que a segurança de seus colaboradores é um valor inegociável e que acompanha o caso mencionado. A empresa não concorda com as conclusões do processo e adotará as medidas legais cabíveis.
A companhia esclarece que mantém protocolos rigorosos de saúde e segurança, com treinamentos contínuos e monitoramento permanente de suas operações, incluindo diretrizes específicas para a atuação de jovens aprendizes.
A Citrosuco enfatiza a importância do seu programa de formação de jovens aprendizes e reitera o compromisso com o cumprimento da legislação, com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, responsável e alinhado aos mais altos padrões de integridade”.
