Magistrada aponta impacto do ódio na atuação de mulheres no Judiciário
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que tem sido aconselhada por familiares a deixar o cargo diante de ataques machistas e ameaças recorrentes. A declaração foi feita durante palestra promovida pelo Instituto FHC, em São Paulo, ao abordar o ambiente de tensão enfrentado por integrantes da Corte. Segundo ela, o nível de hostilidade pode desestimular novos magistrados a aceitarem vagas no Supremo.
A ministra destacou que, no caso das mulheres, os ataques são ainda mais intensos, com teor sexista e desmoralizante. Cármen Lúcia também afirmou que atua com base na lei e defendeu a transparência de suas decisões. Ela relembrou situações pessoais para reforçar sua imparcialidade, incluindo voto contrário ao próprio pai em julgamento. A magistrada já havia denunciado anteriormente ameaças graves, como um suposto plano com explosivo direcionado contra ela.
