Justiça Federal mira esquema de “esquentamento” de madeira ilegal
A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu na Justiça Federal o bloqueio de R$ 15,8 milhões em bens de uma construtora e de seu representante legal investigados por fraudes no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). A decisão também suspendeu o acesso dos réus a financiamentos públicos, incentivos fiscais e linhas de crédito oficiais. Segundo a ação movida pelo Ibama, os investigados utilizavam créditos florestais fictícios para “esquentar” madeira de origem ilegal e inseri-la no mercado formal.
Relatórios de fiscalização apontaram que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e movimentou mais de 8,2 mil metros cúbicos de créditos sem transporte físico correspondente. A Justiça reconheceu que o esquema provocou danos indiretos a cerca de 892 hectares da Mata Atlântica e destacou a necessidade de garantir recursos para futura recuperação ambiental. A AGU informou que a ação integra o programa AGU Recupera, voltado à responsabilização por ilícitos ambientais e restauração de áreas degradadas no país.
