Pesquisa relaciona exportação de produtos proibidos na Europa ao mercado brasileiro
O Brasil utiliza sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no país que são proibidos na União Europeia, segundo levantamento apresentado pela pesquisadora Larissa Mies Bombardi durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A geógrafa afirma que a situação caracteriza um “colonialismo químico”, já que empresas europeias exportam para o Brasil substâncias banidas em seus próprios territórios devido aos riscos à saúde humana e ao meio ambiente.
Entre os produtos proibidos na UE estão mancozebe, 2,4-D, acefato, clorotalonil, atrazina, S-metolacloro e dibrometo de diquate. A pesquisadora também alertou para impactos sobre a biodiversidade, como a redução de insetos e danos a anfíbios, além da concentração do mercado global de sementes e defensivos em poucas multinacionais.
A Anvisa informou que o Brasil possui legislação própria para registro e reavaliação desses produtos, destacando que desde 2006 proibiu 13 ingredientes ativos e mantém outros sob análise para possível restrição ou banimento.
