Teerã não comentou a acusação e afirmou que outros petroleiros atingiram minas em rota considerada não autorizada.
A Arábia Saudita condenou nesta quarta-feira (2) o ataque contra o superpetroleiro saudita Sidr, ocorrido na noite de segunda-feira no Estreito de Ormuz. Segundo o governo saudita, dois marinheiros filipinos morreram durante o incidente, atribuído ao Irã.
A empresa nacional de navegação Bahri confirmou que o navio esteve envolvido em um “incidente de segurança” durante a travessia da região. Empresas especializadas em segurança marítima informaram que o Sidr foi atingido por projéteis ao norte da península de Musandam, em Omã.
O Ministério das Relações Exteriores saudita pediu o fim da escalada e defendeu a segurança da navegação internacional e do abastecimento global de energia. O Irã não respondeu diretamente à acusação, mas afirmou que dois petroleiros teriam atingido minas enquanto navegavam por uma rota que classificou como ilegal.
O episódio ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel. O Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo e gás comercializado no mundo, permanece no centro da crise, aumentando as preocupações sobre a segurança marítima e o mercado global de energia.
