Cirurgias em pacientes com Chagas têm risco 2,4 vezes maior
Pacientes com doença de Chagas e arritmias graves apresentam risco de morte até 2,4 vezes maior após cirurgias cardíacas, segundo estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP. A pesquisa analisou 378 procedimentos feitos entre 2011 e 2020 no Hospital das Clínicas de São Paulo e identificou mortalidade geral de 36% no pós-operatório desse grupo.
De acordo com os especialistas, a complexidade das cirurgias aumenta significativamente os riscos de complicações clínicas e instabilidade durante o tratamento. Os pesquisadores destacaram que a maioria dos pacientes depende do SUS e necessita de acompanhamento rigoroso após a alta hospitalar. O estudo aponta ainda que fatores não cardíacos e dificuldades no acesso ao tratamento contínuo influenciam diretamente na recuperação.
A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido principalmente pelo inseto barbeiro, e pode provocar lesões graves no coração e intestinos. Atualmente, cerca de 7 milhões de pessoas convivem com a doença no mundo, com milhares de novos casos registrados anualmente.
