A Anvisa aprovou o início dos testes de um medicamento cem por cento brasileiro que tem sido administrado com sucesso por pessoas que perderam os movimentos de membros devido a lesão medular. Desenvolvido pela equipe da pesquisadora brasileira Tatiana Sampaio, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o medicamento esperava apenas a aprovação da Anvisa para o início dos testes clínicos.

O anuncio foi feito numa coletiva do Ministério da Saúde. “Para nós é muito significativo, pois é um produto 100% nacional, desenvolvido por uma universidade pública”, afirma Alexandre Padilha, ministro da Saúde. A substância, batizada de polilaminina, é uma rede de proteínas, que vai ficando escassa no corpo, ao longo da vida, e tem demonstrados resultados únicos e magníficos, sendo capaz de recriar a rede de conexões entre os neurônios entre o cérebro e o restante do corpo, e já devolveu movimentos a seis pacientes. O resultado parece milagroso, a ponto de um paciente que estava paralisado do ombro para baixo, voltar a andar sozinho.

Agora, a polilaminina sai da universidade e entra na primeira fase de testes para aprovação como um novo medicamento pela Anvisa. Antes de virar medicamento, a substância ainda precisa passar por três etapas de testes, e embora ainda não haja data para a conclusão, a substância já é aguardada com ansiedade pela sociedade. Há quem diga que o medicamento pode trazer inclusive o Prêmio Nobel de medicina para o Brasil.
“Acho que já está muito próximo a gente chegar num tratamento, mas claro, gostaríamos de estender isso a quem tem lesão há mais tempo, como são chamadas as lesões crônicas, onde o paciente perdeu os movimentos há meses, anos. Dependendo do impacto que isso tenha, extensão dessa melhora, seja possível acelerar mais, vai depender dos resultados obtidos daqui pra frente”, diz Tatiana Sampaio, lider do grupo que desenvolveu o medicamento e é considerada a “mãe da polilaminina”.
