O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, continuará detido, segundo decisão do juiz Diego De Alencar Salazar Primo, da 1.ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. Ele é acusado de liderar um esquema que teria recebido cerca de R$ 1 bilhão de empresas do varejo, como Ultrafarma e Fastshop, manipulando processos administrativos para favorecer essas companhias na quitação de créditos tributários.
De acordo com a Promotoria, Artur utilizava uma empresa de fachada registrada em nome de sua mãe, uma professora aposentada de 73 anos, para receber pagamentos irregulares, configurando uma atuação criminosa de assessoramento tributário. A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec), parte do Ministério Público de São Paulo, aponta que o auditor compilava e acelerava documentos de pedidos de ressarcimento de ICMS-ST, prestando o que os promotores chamam de “verdadeira assessoria tributária criminosa”.
O decreto de prisão foi mantido diante da gravidade das acusações, enquanto o Estadão aguarda manifestação da defesa. A Operação Ícaro, responsável pela prisão de Artur em agosto do ano passado, desmontou uma organização criminosa que teria atuado dentro do Palácio Clóvis Ribeiro, sede da Receita paulista, evidenciando a dimensão do esquema de corrupção e favorecimento a grandes empresas do varejo.
