Vereadora Luiza cobra pagamento dos trabalhadores do Consórcio Guaicurus e critica omissão da prefeitura

Os trabalhadores do transporte coletivo urbano de Campo Grande ficaram sem o pagamento do vale, que deveria ter sido depositado no dia 20 de outubro. A falta do benefício levou motoristas e cobradores a paralisarem as atividades na manhã desta quarta-feira (22), deixando milhares de pessoas sem transporte desde as primeiras horas do dia.

Para a vereadora Luiza Ribeiro (PT), a situação é inaceitável e revela o descaso do Consórcio Guaicurus e a omissão da Prefeitura diante de um problema que afeta tanto os trabalhadores quanto a população.

“Ninguém é obrigado a trabalhar sem receber o que é mais sagrado para si e sua família: o salário! É um absurdo que, em plena capital, motoristas e cobradores fiquem sem o mínimo de garantia de seus direitos”, afirmou Luiza.

O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano informou que tentou resolver a situação por meio do diálogo, mas recebeu uma resposta considerada inaceitável: o consórcio afirmou não ter “fluxo de caixa”.

“Como assim não tem fluxo de caixa? O Consórcio Guaicurus recebe da população à vista, inclusive valores altos da compra antecipada do vale-transporte, feita por pessoas e empresas. Além disso, possui outras fontes de receita. Nada justifica penalizar os trabalhadores com o atraso de salário”, destacou a vereadora.

Luiza também criticou a postura da prefeita Adriane Lopes (PP), que foi pessoalmente informada sobre o problema e, mesmo assim, preferiu se calar. “Mais uma vez, a prefeita se omite diante de uma situação grave que atinge quem carrega esse serviço nas costas e quem depende dele todos os dias”, disse.

A vereadora lembrou ainda que, durante os trabalhos da CPI do Transporte Coletivo, foram apontadas várias irregularidades na atuação do Consórcio Guaicurus, como descumprimento contratual, falta de transparência e precarização do serviço.

“Os alertas foram feitos, mas nada mudou. É urgente que a Prefeitura e a Agereg cobrem providências imediatas. Quem paga o preço são os trabalhadores e a população, que desde as 4h da manhã ficaram esperando o transporte voltar a circular”, concluiu Luiza Ribeiro.

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