Denúncia da PGR aponta que ex-deputado tentou retaliar ministros com apoio americano
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta quarta-feira (3) para julgamento a ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte, cabendo ao ministro Flávio Dino, presidente do colegiado, definir a data da sessão.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Eduardo de ter viajado aos Estados Unidos para articular sanções econômicas e diplomáticas contra autoridades brasileiras, incluindo o “tarifaço” de Donald Trump de 2025, a suspensão de vistos de ministros do STF e a aplicação da Lei Magnitsky. Conforme as investigações da PGR, as manobras no exterior tinham o objetivo direto de pressionar o tribunal e esvaziar a iminente decisão que, posteriormente, condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.
