segunda-feira, 23/02/2026

Serviço referência na Assistência Social do município, Família Acolhedora é tema de podcast

O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, oferecido pela Prefeitura de Campo Grande por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), foi tema do podcast “Tereré com Bobagem”, apresentado pelos youtubers Jota Comédia e Priscilla Artheman. Embora o foco seja o humor, o programa também aborda temas de interesse público e divulga ações importantes para a população.

Para reforçar a importância e a divulgação do serviço, o programa recebeu a superintendente de Proteção Especial da SAS, Tereza Cristina Miglioli Bauermeister, e Fabiana Duarte Costa, coordenadora do Núcleo do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora. Elas explicaram a dinâmica do atendimento, as regras e as etapas que devem ser cumpridas pelas famílias que decidem acolher crianças e adolescentes afastados do núcleo familiar de origem por medida de proteção.

O serviço é regulamentado no município de Campo Grande pela Lei nº 5.277, de 23/10/2013. Em 2017, por meio do Decreto nº 13.305, o Família Acolhedora foi oficialmente estruturado, e os cadastros das famílias começaram a ser realizados com mais eficácia.

Atualmente, a capital conta com nove famílias cadastradas; desde sua criação, o serviço já chegou a cadastrar 20 famílias nos últimos anos.

Durante o programa, a superintendente explicou que as equipes do serviço trabalham para ampliar esse número, ressaltando que já houve um aumento de mais de 100%, pois, no início do Família Acolhedora, o número de famílias não ultrapassava cinco.

O trabalho desenvolvido pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora é direcionado a crianças e adolescentes de ambos os sexos, com idades entre zero e 18 anos incompletos, abrangendo famílias de todo o município. Nos últimos seis anos, um total de 59 crianças foram acolhidas.

As famílias acolhedoras são pessoas da comunidade, habilitadas e acompanhadas pela equipe técnica de assistência social, psicólogos e o Poder Judiciário. Elas recebem a guarda provisória do acolhido e assumem o dever de garantir suas necessidades básicas, como educação, cuidados médicos, alimentação, vestuário e lazer.

Em vez de ficar em uma unidade de acolhimento, a criança ou o adolescente fica em um núcleo familiar para vivenciar experiências, cuidados e deveres como se estivesse em sua própria família.

Durante o programa, uma das principais dúvidas sobre o serviço foi respondida pela coordenadora Fabiana, que explicou por que as famílias acolhedoras não podem adotar as crianças e jovens que acolhem.

“Essa é uma das prerrogativas do serviço. Imagine se todas as famílias inscritas decidissem adotar os menores que acolhem. Ficaria muito mais difícil, por exemplo, oferecer um lar temporário para as crianças que estão em uma unidade de acolhimento. Existem estudos que comprovam que o vínculo e o aprendizado que uma criança ou adolescente forma com uma família acolhedora são mais fortes do que com os cuidadores das unidades, por melhor que seja o serviço. Por isso, é importante ter muitas famílias dispostas a acolher por um tempo determinado”, pontuou Fabiana.

A superintendente Tereza Cristina também explicou as etapas do programa e como é realizada a tentativa de reaproximação do menor com a família original, lembrando que o processo de adoção só é instaurado quando se esgotam as possibilidades de retorno à família de origem. “Acompanhamos esse processo de emancipação da família originária por seis meses. Ela precisa evoluir, criar condições para cuidar dessa criança e mudar de vida para resgatar esse laço de amor. Todas as etapas são acompanhadas por psicólogos e assistentes sociais”, explicou.

As famílias acolhedoras também recebem acompanhamento e capacitações para que o momento de desvinculação não seja traumático para o menor e para a própria família.

Questionadas pelos apresentadores sobre os momentos mais marcantes desde a criação do serviço no município, a superintendente Tereza e a coordenadora Fabiana destacaram os casos de crianças e adolescentes que foram reintegrados à família de origem ou adotados.

“Quando conseguimos reintegrar essa criança à família, é uma grande vitória, pois significa que também conseguimos contribuir para a mudança dessa família, que decide aceitar o retorno do filho ou filha e se compromete a garantir seu bem-estar”, ressaltou Tereza.

O programa que abordou o Família Acolhedora pode ser conferido pelo link: Podcast Tereré com Bobagem – Família Acolhedora.

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