sábado, 17/01/2026

No CNJ, Tiago Botelho cobra justiça aos povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais

O professor da UFGD Tiago Botelho integrou a comitiva responsável pela apresentação do relatório final do grupo de trabalho nomeado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos

Em uma cerimônia realizada na manhã desta quarta-feira (10), no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, o advogado e professor da UFGD Tiago Botelho integrou a comitiva responsável pela apresentação do relatório final do grupo de trabalho nomeado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O documento reúne propostas e diretrizes destinadas a subsidiar o sistema de justiça brasileiro no enfrentamento à violência contra defensoras e defensores de direitos humanos, especialmente aqueles que atuam na proteção de trabalhadores rurais, povos indígenas e comunidades quilombolas.

O ato contou com a presença de diversas autoridades nacionais e internacionais, entre elas o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

No CNJ, Tiago Botelho cobra justiça aos povos indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais

Integrante do grupo de trabalho ao longo de dois anos, Tiago Botelho ressaltou, em sua fala, que a violência no campo está diretamente ligada às omissões históricas do Estado brasileiro. Para ele, garantir a vida de quem luta por justiça social passa por enfrentar as causas estruturais dos conflitos agrários.

“Não há como proteger defensoras e defensores de direitos humanos sem avançar na reforma agrária, na demarcação das terras indígenas e na titulação dos territórios quilombolas. Enquanto essas pautas estruturantes forem negligenciadas, a violência continuará sendo a resposta das elites que nunca aceitaram dividir terra e poder”, afirmou.

“Não há como proteger defensoras e defensores de direitos humanos sem avançar na reforma agrária, na demarcação das terras indígenas e na titulação dos territórios quilombolas”

O relatório entregue ao CNJ apresenta um conjunto de recomendações estratégicas para fortalecer a atuação institucional diante das constantes ameaças, perseguições e assassinatos de lideranças rurais. Entre as medidas propostas estão o aprimoramento das investigações, a articulação entre órgãos do sistema de justiça, a capacitação permanente de agentes públicos e a criação de mecanismos específicos de proteção.

A expectativa é de que o documento oriente novas práticas e políticas no âmbito do Judiciário, contribuindo para a reversão do cenário crítico enfrentado por defensoras e defensores que atuam na defesa de direitos sociais e coletivos no campo.

A participação de Tiago Botelho no grupo de trabalho reafirma seu compromisso histórico com a justiça agrária e com a construção de um país onde a defesa dos direitos humanos seja motivo de reconhecimento — e não de risco.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Polícia e MPMS investigam corrupção em agência de habitação

A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) estão investigando supostos atos de corrupção envolvendo a Agência Municipal de...

MPMS recomenda suspensão de jogos no Arthur Marinho

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Corumbá, instaurou procedimento administrativo para fiscalizar as...

Homem enfrenta pitbulls para salvar cachorro em MS

Um homem de 48 anos passou por momentos de tensão na manhã de terça-feira (13) em Chapadão do Sul, quando seu cachorro foi atacado...

Mil estudantes realizam vestibular indígena UNICAMP-UFSCAR 2026

Mais de mil estudantes participaram no último domingo, 11 de janeiro, do Vestibular Indígena 2026, unificado entre Unicamp e UFSCar, realizado em Campinas (SP),...