As Forças Armadas da Coreia do Sul começaram a implantar o míssil balístico Hyunmoo-5, conhecido como ‘míssil monstro’ devido ao seu tamanho e poder destrutivo, desenvolvido para atingir Kim Jong-un, a liderança norte-coreana e instalações nucleares e de mísseis em caso de contingência. A iniciativa ocorre depois que o ministro da Defesa, Ahn Guy-back, defendeu a necessidade de um “equilíbrio do terror” frente à ameaça nuclear da Coreia do Norte, já que Seul não pode possuir armas nucleares por ser signatário do Tratado de Não Proliferação.
O Hyunmoo-5 vem sendo implantado gradualmente nas unidades de linha de frente desde o final do ano passado, com previsão de dezenas de mísseis operacionais até junho de 2030. Equipado com uma ogiva de até oito toneladas, o míssil alcança até 300 quilômetros e é capaz de destruir bunkers a profundidades de 100 metros. Segundo fontes militares, quando a ogiva de 8 toneladas atinge o alvo a mais de dez vezes a velocidade do som, sua força destrutiva é comparável à de uma pequena arma nuclear tática, podendo devastar centros de comando e instalações estratégicas em Pyongyang, embora especialistas ressaltem que ogivas convencionais não equivalem ao poder das armas nucleares. Em um cenário de invasão ou ataque nuclear norte-coreano, dezenas de Hyunmoo-5 poderiam ser disparados simultaneamente contra a liderança e bases estratégicas.
O míssil foi exibido publicamente pela primeira vez em 2024, durante o Dia das Forças Armadas, montado em um lançador-transportador de nove eixos com 18 rodas, mas a maior parte de suas especificações permanece em sigilo devido à sua sensibilidade estratégica.
