O presidente Lula e o líder colombiano Gustavo Petro mantiveram uma conversa telefônica nesta quinta‑feira (8) para tratar da grave crise na Venezuela desencadeada após uma intervenção militar dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, episódio que provocou dura reação de países vizinhos e de organismos internacionais. Ambos os governantes manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um Estado sul‑americano em violação ao direito internacional, à Carta da ONU e à soberania venezuelana, classificando a ação como um precedente perigoso para a paz e a segurança regionais.
Durante o diálogo, Lula destacou que o Brasil, a pedido de Caracas, já começou a enviar insumos humanitários, incluindo 40 toneladas de medicamentos, de um total de 300 toneladas arrecadadas para reforçar estoques atingidos pelos bombardeios. Os líderes também saudaram o anúncio da liberação de presos feito pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, e concordaram que a crise deve ser resolvida por meios pacíficos, por meio de negociação e respeito à vontade popular. Brasil e Colômbia, que compartilham longas fronteiras com a Venezuela, reafirmaram seu compromisso com o multilateralismo e com a busca por uma solução pacífica que evite escalada militar na região.
