O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, conversaram por cerca de 45 minutos nesta quinta-feira (22) por telefone, tratando da ampliação da cooperação em áreas como defesa, comércio, saúde, energia, ciência e tecnologia, além da exploração de minerais críticos, terras raras e produção de biocombustíveis. Todos os temas de interesse comum deverão ser aprofundados durante a visita de Lula à Índia entre os dias 19 e 21 de fevereiro, organizada pela ApexBrasil como parte dos esforços para ampliar as relações comerciais, fomentar a venda de produtos brasileiros e atrair investimentos, coincidindo com negociações sobre a expansão do acordo Mercosul-Índia.
Segundo Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, a missão presidencial é estratégica: ele apontou que a Índia, com cerca de 1,45 bilhão de habitantes, representa o maior potencial de crescimento do comércio exterior brasileiro. Em 2025, o Brasil comprou quase US$ 8,5 bilhões em produtos indianos, enquanto as exportações brasileiras para o país somaram US$ 7 bilhões, concentradas em petróleo, açúcar, melaço, óleos vegetais e minério de ferro.
Viana destacou a intenção de diversificar a pauta de exportações, incluindo óleo combustível, defensivos agrícolas, medicamentos e acessórios automobilísticos, e ressaltou o interesse de Lula em contar com a Embrapa e a pequena agricultura para aumentar a produtividade de pequenos produtores rurais na Índia.
Quase 200 empresários brasileiros já demonstraram interesse em integrar a comitiva presidencial, custeando suas passagens e hospedagem, e parte da agenda será com representantes das maiores empresas indianas investidoras no Brasil, que anunciarão planos de expansão para os próximos quatro a cinco anos, enquanto a ApexBrasil inaugurará seu 20º escritório internacional em Nova Délhi.
