Alta dos combustíveis e fertilizantes pressiona uma cadeia produtiva que depende de transporte refrigerado e trabalha com margens apertadas
A guerra no Irã já chegou à fruteira dos americanos. A banana, conhecida pelo preço baixo, enfrenta aumento de custos que ameaça produtores e pode pesar no bolso dos consumidores. Nem a fruta mais popular dos Estados Unidos escapou da conta do conflito.
O diesel usado nos caminhões subiu cerca de 70% desde o início da guerra, enquanto o transporte marítimo, os fertilizantes e as embalagens também ficaram mais caros. Como as bananas percorrem milhares de quilômetros sob refrigeração, cada etapa da viagem aumenta a despesa.
O problema é que supermercados usam a fruta para atrair clientes e resistem a reajustes. Vendida por cerca de US$ 0,15 a unidade, a banana rende pouco aos produtores. A Del Monte, por exemplo, registrou margem de lucro de apenas 2,3% com o produto no segundo trimestre.
Além da guerra, doenças e mudanças climáticas ameaçam as plantações. Os produtores tentam segurar os custos, mas a conta está chegando ao limite. No fim, até a banana, que parecia imune à inflação, pode ficar mais cara por causa de um conflito a milhares de quilômetros das prateleiras americanas.
