Alta de custos e crédito caro afetam compras no campo
O mercado brasileiro de fertilizantes enfrenta um cenário de retração para a safra 2026/27, com previsão de queda entre 5 milhões e 10 milhões de toneladas nas entregas em relação ao ano passado. O principal fator é a guerra no Oriente Médio, que elevou os preços de matérias-primas e agravou os desafios logísticos internacionais. Além disso, o endividamento dos produtores, o crédito mais caro e a menor rentabilidade das principais culturas reduziram o ritmo das compras.
Apesar de uma leve recuperação nas negociações impulsionada pela valorização da soja nas últimas semanas, empresas do setor ainda trabalham com um mercado menor neste ano. A alta do enxofre, do MAP e da ureia também pressiona os custos de produção, enquanto a indústria acompanha com preocupação possíveis novos impactos sobre rotas estratégicas de transporte.
Especialistas alertam que o planejamento antecipado será essencial para evitar problemas de abastecimento durante o plantio da próxima safra.
