Brasil cobra explicações após declarações de Javier Milei
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia como “muito grave” a crise diplomática provocada pelas declarações do presidente argentino Javier Milei, que fez críticas e ofensas contra Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante evento político no Brasil.
Apesar da reação de integrantes do governo brasileiro, o Itamaraty demonstrou preocupação com o tom adotado pelos ministros Dario Durigan e Guilherme Boulos, que responderam aos ataques de Milei com críticas pessoais ao chefe do governo argentino.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, convocou o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimundi, para prestar esclarecimentos e manifestou a insatisfação oficial diante das declarações feitas pelo presidente argentino.
Milei chamou Lula de “presidiário” e “ladrão”, além de fazer críticas a Moraes, durante convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. O governo brasileiro, porém, pediu cautela para evitar aumento das tensões.
O Itamaraty também convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas e iniciou uma avaliação sobre os impactos da crise no relacionamento entre Brasil e Argentina.
