Foragido desde 2020, traficante é apontado como peça-chave do narcotráfico entre Brasil e Bolívia
Gerson Palermo, de 68 anos, vulgo “Pigmeu” e apontado como um dos chefões do PCC, foi preso nesta terça-feira (26) em uma propriedade rural próxima a Cotoca, na Bolívia. Foragido desde 2020 e condenado a mais de 120 anos de prisão, ele vivia no local se apresentando como um agricultor e empresário bem-sucedido do agronegócio. Segundo investigações, a localização foi descoberta após o sequestro e tortura da própria filha em Campo Grande, ligado a disputas financeiras do narcotráfico.
A ação contou com atuação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Polícia Federal e forças de segurança bolivianas especializadas no combate ao tráfico. Palermo é acusado de comandar rotas internacionais de cocaína, lavagem de dinheiro e logística entre Brasil e Bolívia há décadas. Ele já havia sido condenado por crimes graves, incluindo o sequestro de um avião da Vasp em 2000, que resultou em roubo milionário no Paraná. Agora, as autoridades brasileiras aguardam o processo de extradição para que ele responda pelos crimes em território nacional.

