“Aqui, bandido não tem moleza”, diz Coronel David após morte de homem que ameaçou ex-mulher e atacou policiais em Campo Grande

Com um recado direto e sem rodeios, o deputado estadual Coronel David (PL) usou as redes sociais para se posicionar sobre Adriano Antero Batista, de 39 anos, morto em confronto com a Polícia Militar nesta semana, no bairro Santo Eugênio, em Campo Grande. No vídeo, o parlamentar foi categórico: “Bandido que ameaça mulher não merece colher de chá.”

No vídeo publicado, Coronel David afirma que a resposta dada pela Polícia Militar representa a verdadeira proteção às mulheres. “Isso é proteção de verdade. Sem enrolação, sem discurso florido. É ação, é lei e bandido cai. Quem ameaça mulher e desafia a autoridade, paga o preço”, declarou.

Conhecido por sua atuação firme na área da segurança pública, Coronel David tem reforçado o discurso de tolerância zero contra criminosos. Segundo o deputado, “a meta é proteger, e a meta está sendo cumprida. Aqui no Mato Grosso do Sul, bandido não tem moleza”.

Alinhado à pauta da segurança, o vídeo já repercute entre apoiadores e reforça a bandeira do parlamentar de endurecimento no combate à criminalidade, especialmente nos casos de violência contra a mulher.

Entenda o Caso

A declaração do Coronel David veio após a divulgação de que Adriano, antes de morrer em confronto com a PM, havia ameaçado matar sua ex-companheira a tiros — na frente dos filhos — por ela se recusar a transferir R$ 50. A vítima, com medo, fugiu de casa com as filhas e procurou a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), onde registrou boletim de ocorrência no dia 28 de fevereiro.

Na ocasião, foi solicitada e concedida uma medida protetiva de urgência. Mesmo notificado, o agressor ignorou a ordem judicial, perseguiu a vítima e chegou a ir armado ao seu local de trabalho, onde também ameaçou funcionários. Diante da reincidência e da escalada da violência, teve a prisão preventiva decretada e passou a ser considerado foragido da Justiça.

Na noite da última segunda-feira (7), durante patrulhamento da PM na Vila Santo Eugênio, Adriano foi localizado. Ao perceber a aproximação da equipe, tentou fugir, abandonando uma sacola com drogas e uma balança de precisão. Ele se escondeu em uma residência e, ao ser encurralado, disparou contra os policiais, que reagiram. Baleado, foi socorrido, mas morreu na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

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