Bicho ganha data oficial, enquanto motorista quer saber onde foi parar o dinheiro do pedágio
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul vota nesta quinta-feira (22) projetos sobre conservação ambiental e transparência nas rodovias. Na pauta, o tatu-canastra ganha um dia próprio, enquanto as concessionárias são chamadas a explicar o andamento das obras. Afinal, até o tatu merece reconhecimento, e o motorista merece respostas.
De autoria do deputado Professor Rinaldo (União Brasil), a proposta cria o Dia Estadual do Tatu-Canastra, em 13 de agosto. A ideia é fortalecer a educação ambiental e proteger o animal, ameaçado pela destruição de seu habitat e pelos incêndios. Pelo menos o tatu cava a própria toca; já o poder público precisa garantir que a proteção saia do papel.
Pedágio caro e obra atrasada: agora a concessionária terá de dar explicações
Outro projeto, do deputado Roberto Hashioka (União Brasil), prevê placas e informações digitais sobre obras previstas nos contratos de concessão. As empresas deverão atualizar os dados a cada seis meses e justificar eventuais atrasos, inclusive informando possíveis impactos nas tarifas. QR Code não tapa buraco, mas pode ajudar o cidadão a descobrir por que a obra não termina.
A exigência, se aprovada, valerá para novos contratos firmados após a entrada em vigor da lei. Enquanto isso, o motorista segue pagando para usar a estrada e torcendo para não precisar desviar de crateras. Na sessão das 9h, os deputados discutem conservação e transparência. Resta saber se, além das placas e das datas comemorativas, haverá fiscalização capaz de fazer a diferença.
