domingo, 8/02/2026

Acolhendo representação da vereadora Luiza, MPMS determina e Câmara aprova a criação do Conselho de Direitos LGBTQIAPN+ de Campo Grande

Foi aprovado na sessão desta quinta-feira (16) o projeto que cria o Conselho Municipal de Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+ de Campo Grande. A aprovação representa uma conquista histórica para a cidade e para os movimentos de defesa dos direitos humanos, coroando anos de mobilização e articulação política feita pela vereadora Luiza Ribeiro (PT).

A vereadora é uma das principais vozes em defesa das políticas públicas voltadas à comunidade LGBTQIAPN+ em Campo Grande e no Mato Grosso do Sul. Ao longo do mandato, Luiza promoveu audiências públicas, reuniões e articulações institucionais para garantir a criação do Conselho, pressionando o Executivo municipal e contando com o apoio do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que acolheu representação da parlamentar e determinou providências à Prefeitura.

Em maio deste ano, o MPMS, por meio da promotora de Justiça Paula Volpe, expediu ofício à Prefeitura de Campo Grande determinando que, no prazo de 15 dias úteis, o Executivo informasse as providências adotadas para a elaboração do projeto de lei que criaria o Conselho Municipal de Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+. No entanto, o prazo não foi cumprido, e apenas cinco meses depois, em outubro, a Prefeitura finalmente encaminhou o projeto ao plenário da Câmara Municipal — um atraso que, segundo a vereadora, demonstra a resistência e o desinteresse do Executivo em dialogar com a pauta dos direitos humanos.

“Foram anos de luta e meses de espera desde a determinação do Ministério Público. O Conselho é um instrumento fundamental de diálogo e de construção de políticas públicas efetivas. A sua criação representa o reconhecimento de uma pauta que não pode mais ser invisibilizada”, afirmou a vereadora Luiza Ribeiro.

Uma luta construída ao longo dos anos

A criação do Conselho de Direitos LGBTQIAPN+ é resultado de um processo que vem sendo construído há mais de uma década.

Em 2013, ainda na gestão do prefeito Alcides Bernal, iniciou-se o debate sobre a necessidade de um órgão de representação e defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.

Dois anos depois, em 2015, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul emitiu recomendação formal para a criação do Conselho, reforçando a importância dessa instância de participação e controle social.

A pauta ganhou força em 2016, quando Luiza Ribeiro, então em seu primeiro mandato como vereadora, convocou uma audiência pública para discutir a criação do Conselho Municipal de Políticas LGBTQIAPN+.

Apesar do avanço do debate, em 2018 o tema voltou à pauta da Câmara, mas acabou arquivado a pedido do então prefeito Marquinhos Trad, revelando as resistências políticas e sociais que ainda cercam a defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+ em Campo Grande.

A criação de conselhos voltados à população LGBTQIAPN+ tem base em experiências nacionais. Em 2010, foi instituído o Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, reconhecendo a importância da participação social na formulação de políticas públicas.

No entanto, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), em abril de 2019, o órgão foi extinto, junto com todos os conselhos que faziam parte da Política Nacional de Participação Social.

Com a retomada do compromisso do governo federal com os direitos humanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recriou, em 2023, o Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, por meio do Decreto nº 11.471, reafirmando a importância desses espaços de representação.

Com a aprovação do Conselho Municipal de Direitos das Pessoas LGBTQIAPN+, Campo Grande se soma às capitais que avançam na construção de políticas públicas inclusivas, com base no diálogo entre poder público e sociedade civil.

“Esse é um marco de respeito, cidadania e compromisso com a diversidade. É resultado da mobilização dos movimentos sociais e de uma luta coletiva que não começou hoje, mas que segue viva em defesa da dignidade de todas as pessoas”, afirmou Luiza Ribeiro.

A vereadora reforçou que continuará acompanhando a implementação efetiva do Conselho, cobrando que ele seja instalado com representatividade e autonomia, garantindo que Campo Grande avance na promoção da igualdade e no combate a todas as formas de discriminação.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

Incansável aos 41: Vagner Love garante empate no fim

O centroavante de 41 anos marcou de cabeça aos 42 minutos do segundo tempo e garantiu o empate que mantém o Retrô vivo na...

Agência híbrida de Dourados passa a ser integrada e reúne serviços do Detran, Mais Social e RG

Integração facilita a vida do cidadão ao reunir serviços essenciais em um só lugar O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul ampliou o...

As Dez Mais

Quinta, 5 de fevereiro de 2026. Hoje é dia do Dermatologista. Faltam 12 dias para o Carnaval. Manchetes do Correio do Estado: “Enchente no rio Aquidauana pode ser...

Muro de escola desaba com chuva intensa em Coxim

Volume de 40 mm de chuva em apenas meia hora provoca estragos em diversos bairros da cidade O muro da Escola Estadual Sílvio Ferreira, em...