“Todos em Ação” atende moradores do bairro Oliveira neste sábado

Estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme) participam do projeto Aula Viva Guariroba, iniciativa que reúne diferentes instituições em torno da educação ambiental e da preservação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guariroba, território protegido para conservar os recursos naturais da região.  

Desenvolvido pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), Águas Guariroba e Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), o projeto aproxima conteúdos escolares de questões ambientais presentes na própria cidade. A Área de Proteção Ambiental do Guariroba é responsável por mais de 40% do abastecimento de água de Campo Grande.  

Ao longo de seis encontros, as chamadas “Aulas Vivas” atenderão 240 estudantes do 6º ao 9º ano da Reme. A programação reúne palestras, oficinas, dinâmicas e um jogo de tabuleiro gigante para abordar recursos hídricos, biodiversidade, consumo consciente, poluição e sustentabilidade.  

A colaboração entre as instituições permite olhar para o mesmo território por diferentes perspectivas. Cada parceiro contribui com conhecimentos de sua área, ajudando os alunos a relacionar preservação ambiental, abastecimento de água, energia e ocupação do espaço.  

Sônia Boiarenco, técnica da Divisão dos Anos Finais e Ensino Médio (DIAFEM) da Semed, conversou com os estudantes sobre as unidades de conservação e a importância da APA do Guariroba para Campo Grande, relacionando a atividade a conteúdos que já fazem parte do Ensino Fundamental.  

Nesta quinta-feira (20), foi a vez dos alunos da Escola Municipal Senador Rachid Saldanha Derzi participarem da Aula Viva. Katyane Ramos Cardoso, do 6º ano, destacou uma curiosidade sobre o gás natural. “Eu aprendi que o gás não tem cheiro. Para chegar até as nossas casas, eles colocam cheirinho para a gente sentir. Achei bem legal”, contou.  

A colega Ana Cecília Santos de Oliveira também se surpreendeu com o funcionamento do gasoduto. “Achei bem legal a parte do gás que passa da Bolívia para cá e vai sendo distribuído por vários lugares”, disse. Já Pedro Henrique Moreira da Silva chamou atenção para o caminho da água, desde a captação e o tratamento até seu retorno ao meio ambiente.  

Para os estudantes, aprender sobre água, preservação e território ganha outro sentido quando o conteúdo aparece em situações concretas e próximas da realidade. A parceria entre instituições públicas e privadas amplia esse tipo de oportunidade, somando conhecimentos e recursos em torno da educação. Fora da rotina da sala de aula, os alunos perguntam, experimentam, descobrem e voltam para a escola levando mais do que anotações: levam referências de algo que puderam ver de perto. 

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