Pesquisa aponta falta de evidências sobre segurança do uso estético dos medicamentos
Um estudo internacional liderado por pesquisadores da USP alerta para os riscos do uso de canetas emagrecedoras por pessoas sem obesidade ou indicação clínica. A pesquisa foi publicada na revista científica Obesity e analisou aspectos sociais, culturais, emocionais e comportamentais relacionados ao consumo desses medicamentos.
Os pesquisadores destacam que os agonistas de GLP-1, desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, passaram a ser utilizados também como ferramentas para atingir padrões estéticos. A popularização ocorre principalmente por meio das redes sociais, com influenciadores e celebridades ajudando a difundir a ideia de emagrecimento rápido.
Uso estético cresce enquanto evidências ainda são limitadas
Segundo o estudo, ainda existem lacunas importantes sobre a segurança e os efeitos de longo prazo desses medicamentos em pessoas sem indicação clínica. Entre as preocupações estão possíveis alterações no comportamento alimentar, dependência emocional, medo de recuperar o peso e mudanças na relação com o próprio corpo.
A pesquisa também aponta que o fenômeno varia conforme a cultura de cada país. No Brasil, o uso está relacionado a padrões de beleza influenciados por questões sociais, enquanto em outros locais aparecem fatores como produtividade, autocontrole e vigilância em saúde. Os autores defendem que o uso desses medicamentos seja avaliado dentro de critérios médicos e com acompanhamento profissional.
Leia o estudo completo publicado na revista científica Obesity
