Valorização de 10% no primeiro semestre não garante margens folgadas no Vale do Ribeira
A rentabilidade da banana nanica de primeira qualidade no Vale do Ribeira (SP) apresentou recuperação no primeiro semestre de 2026, impulsionada pela alta no preço médio da fruta, embora as margens financeiras dos produtores permaneçam limitadas. O preço médio cobrado atingiu R$ 1,59/kg, o que representa um avanço de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, favorecido por picos de valorização registrados no mês de março.
Contudo, o custo de produção também subiu 3%, alcançando R$ 1,40/kg, movimento impulsionado pela menor produtividade das lavouras após a redução dos investimentos realizados ao longo de 2025. Problemas climáticos, como a estiagem no início do ano e ventos fortes durante o verão, afetaram a disponibilidade do produto no mercado e interromperam parte do ciclo produtivo da região.
Além disso, a perda de qualidade provocada pelo frio a partir de maio e a concorrência com praças como o Norte de Minas Gerais contiveram novas altas nos preços no encerramento do semestre. Como resultado, o ganho médio ficou em R$ 0,19/kg, um salto percentual expressivo frente aos R$ 0,06/kg de 2025, mas que ainda confirma um patamar de rentabilidade absoluta reduzido para a atividade.
