Exportações brasileiras enfrentam impasse sanitário
Representantes da indústria da carne, pecuaristas e do Ministério da Agricultura se reúnem nesta quarta-feira (8), em Brasília, para buscar uma solução sobre o uso de antimicrobianos na produção animal e evitar impactos nas exportações brasileiras para a União Europeia. O bloco europeu exige que os produtos destinados ao mercado sejam livres dessas substâncias e poderá bloquear os embarques a partir de setembro caso não haja comprovação técnica, com potencial prejuízo de até US$ 1,8 bilhão por ano. Enquanto a indústria defende o banimento dos antimicrobianos, produtores rurais rejeitam a proposta e apoiam a estratégia de segregação dos animais destinados à exportação.
O Ministério da Agricultura informou que promove reuniões com o setor desde 2023 e atribuiu parte da responsabilidade pela adequação ao sistema privado de controle. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é contrária à proibição, alegando que a medida afetaria a produtividade e até as exportações para a China, devido ao uso da monensina na engorda do rebanho. O encontro, articulado pela senadora Tereza Cristina, busca unificar uma posição que preserve a credibilidade sanitária do Brasil e mantenha o acesso ao mercado europeu.
