Papy ressalta protagonismo da Câmara em debate que pode levar à intervenção no transporte coletivo

A recomendação de intervenção no Consórcio Guaicurus feita pela comissão especial da Prefeitura representa mais um capítulo de um debate que ganhou força a partir da atuação da Câmara Municipal de Campo Grande. Para o presidente da Casa, vereador Papy, o atual cenário demonstra a importância da decisão tomada pelos vereadores ao instaurar a CPI do Transporte Público.

Em um tema considerado sensível e cercado de interesses, a Câmara decidiu aprofundar as investigações sobre o contrato de concessão do transporte coletivo. Ao longo dos trabalhos, a comissão realizou mais de 50 horas de oitivas, reuniu documentos, ouviu representantes do consórcio, técnicos, autoridades e usuários do sistema.

Segundo Papy, o resultado foi um relatório robusto, técnico e fundamentado, capaz de subsidiar providências por parte dos órgãos responsáveis.
“Estamos nos aproximando de uma intervenção que foi proposta pelo relatório final da CPI do Transporte Público. Esse desdobramento é fruto da coragem dessa Casa em abrir uma CPI no primeiro ano de Legislatura de um assunto espinhoso e indigesto para os gestores no primeiro ano da Legislatura. Sob a condução dos membros da comissão, foram mais de 50 horas de oitivas que resultaram em um relatório extremamente embasado e que exige providências para que a população tenha um transporte público melhor em Campo Grande”, afirmou.

O presidente também ressaltou que, durante os trabalhos, não faltaram tentativas de minimizar ou descredibilizar a atuação da comissão parlamentar. Entretanto, os fatos levantados pela CPI e os desdobramentos posteriores demonstram a relevância das investigações conduzidas pela Casa.

A recomendação de intervenção apresentada agora pela comissão instituída pelo Executivo segue uma linha semelhante às conclusões alcançadas pelos vereadores. O relatório da Prefeitura aponta descumprimentos contratuais, falhas operacionais e problemas estruturais que já haviam sido identificados pela CPI.

Para Papy, o reconhecimento dos problemas por diferentes órgãos demonstra que a Câmara cumpriu seu papel constitucional de fiscalizar, investigar e dar transparência a um tema que impacta diariamente milhares de campo-grandenses.

“A Câmara teve a coragem de iniciar uma discussão que muitos evitavam enfrentar. O que vemos agora é a confirmação da importância desse trabalho. Nosso compromisso sempre foi buscar soluções e defender o interesse da população que depende do transporte público todos os dias”, concluiu Papy.

Com a recomendação formalizada, caberá agora à prefeita Adriane Lopes decidir sobre a eventual intervenção no Consórcio Guaicurus, em um momento considerado decisivo para o futuro do transporte coletivo da Capital.

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