Vereadores cobram metas, fiscalização e transparência; secretário promete agir, mas não crava data
A Câmara Municipal de Campo Grande entregou um plano emergencial para recuperar as ruas da Capital, onde os buracos já parecem moradores antigos. O documento prevê metas, fiscalização e prazos, porque reclamar já virou rotina e desviar de crateras, esporte municipal.
Chuva, contratos e asfalto velho entram na conta
O secretário André Brandão afirmou que 12 frentes de trabalho atuam no tapa-buracos, mas não conseguiu garantir quando o problema será resolvido. Questionado sobre o prazo, respondeu que será “o mais breve possível”, expressão que o motorista conhece bem.
Segundo a Sisep, chuvas, contratos suspensos e asfalto envelhecido dificultam os reparos. Cerca de 53% da malha viária tem mais de 30 anos, idade suficiente para pedir aposentadoria — ou, pelo menos, um recapeamento decente.
Enquanto isso, os vereadores querem cronogramas, custos e resultados, e os 29 parlamentares assinaram pedido de CPI para investigar o serviço. Agora, o plano tem prazo, a fiscalização promete acompanhar e a população espera o básico: ruas sem buracos e promessas que não afundem na primeira chuva.
