Defesa alegou transtornos mentais, mas tese foi rejeitada pelos jurados
João Augusto Borges foi condenado a 67 anos de prisão pelo assassinato da esposa, Vanessa Eugênio de Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses, durante julgamento realizado nesta quarta-feira (27), no Tribunal do Júri de Campo Grande. A pena inclui os crimes de duplo feminicídio e ocultação de cadáver, com agravantes pela extrema violência e pelo fato de uma das vítimas ser menor de 14 anos.
O crime ocorreu em maio de 2025, no Bairro Tijuca, onde mãe e filha foram mortas com um golpe conhecido como “mata-leão”. Segundo a investigação, os corpos foram enrolados em um cobertor, levados para a região do Indubrasil e carbonizados. Conforme a polícia, o réu tentou simular o desaparecimento das vítimas ao procurar uma delegacia para registrar boletim de ocorrência, mas acabou preso em flagrante após a localização dos corpos.
Em depoimento, João Augusto afirmou que matou a esposa e a filha para não pagar pensão e relatou estar cansado da rotina com a criança. Durante o julgamento, a defesa alegou insanidade mental e possível cerceamento de defesa, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz e pelos jurados, enquanto familiares das vítimas acompanharam a sessão no fórum da Capital.
