Mais da metade dos pacientes apresenta melhora das lesões
Projeto coordenado pelo Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein leva tratamento gratuito a pacientes com lobomicose na Região Norte, doença rara e negligenciada que afeta principalmente populações ribeirinhas e extrativistas. A iniciativa acompanha atualmente 104 pessoas nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia, com foco na ampliação do diagnóstico e na estruturação do atendimento pelo SUS. A enfermidade, causada por fungo que penetra na pele, provoca lesões nodulares e pode levar à desfiguração e isolamento social. Dados oficiais apontam 907 casos registrados no país, sendo quase metade no Acre. O tratamento utiliza o antifúngico itraconazol, com doses individualizadas, além de cirurgias em casos específicos. Mais de 50% dos pacientes já apresentaram melhora significativa. O projeto também realiza biópsias e exames em áreas remotas, enfrentando desafios logísticos para acesso às comunidades. Um manual lançado recentemente orienta profissionais de saúde no diagnóstico e manejo da doença. A expectativa é que, ainda em 2026, seja criado um protocolo clínico nacional. A ação busca reduzir o impacto físico e psicológico da doença e ampliar o cuidado contínuo aos pacientes.
