Meio século em harmonia: a história viva da Banda Sinfônica Municipal

Ao erguer a batuta, o maestro não conduz apenas músicos: conduz uma história. Uma trajetória feita de persistência, encontros e transformação cultural que chega aos 50 anos em 2026. “A música emociona, a música alcança”, resume o maestro da Banda Sinfônica Municipal, Edilson Aspet de Azambuja, ao explicar o que sustenta a banda ao longo do tempo.

Essa história começa antes mesmo da criação oficial. Em 1962, um projeto de educação musical no Bairro Amambaí já formava jovens e despertava talentos. Em 1976, a iniciativa se tornou pública, dando origem à Banda Marcial de Campo Grande, o primeiro passo de uma caminhada que nunca mais parou.

Ao longo das décadas, a banda cresceu, se reinventou e ganhou novos contornos. De marcial à banda de música e agora, à formação sinfônica, ampliou repertórios, incorporou instrumentos e aprofundou sua atuação na música de concerto. Nem sempre foi fácil. “A arte ainda precisa de apoio”, reconhece o maestro. Ainda assim, a música resistiu.

Esse valor também é reconhecido pelo poder público. Para a prefeita Adriane Lopes, a Banda Sinfônica Municipal representa mais do que uma instituição artística. “É um patrimônio imaterial da nossa cidade, que carrega a nossa história, nossas raízes e a identidade cultural do nosso povo. Valorizar a banda é valorizar a memória e o futuro de Campo Grande”.

Mais do que apresentações, a banda construiu pessoas. Formou músicos, abriu caminhos e se tornou parte da identidade cultural da cidade. Muitos dos que passaram por ali seguiram carreira pelo país. “O maior legado é o fazer musical”, afirma Edilson.

Em quase cinco décadas, foram milhares de apresentações em escolas, praças e grandes eventos. Momentos importantes marcaram essa trajetória, mas o sentido permanece simples: “a gente faz música para as pessoas ouvirem”.

A história do maestro se confunde com a da própria banda. Ele chegou jovem, como aluno, e percorreu todos os caminhos até a regência. Hoje, carrega o orgulho de ter crescido junto com a instituição. “É uma experiência única estar aqui nesse momento”, diz.

Aos 50 anos, a banda não encerra um ciclo: abre outro. Com reestruturações recentes e novos projetos, amplia horizontes e reforça seu papel cultural. Mais do que nunca, segue conectada à cidade e ao público.

Porque, no fim, o que permanece é isso: a música como encontro, memória e continuidade. E enquanto houver quem escute, a Banda Sinfônica Municipal seguirá afinando o passado e ensaiando o futuro.

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