Depoimentos indicam empresário como mandante de esquema ilícito
Em 2024, a prisão do policial federal Miguel Freire em Campo Grande desencadeou investigações que culminaram na Operação Iscariotes, revelando esquema de tráfico e contrabando de eletrônicos e drogas. Freire e Cleiton Tavares da Silva foram flagrados transportando 65 Kg de cocaína em São Paulo, após manobras suspeitas em rodovia que chamaram atenção da Polícia Militar. Em depoimento, Freire admitiu ter aceitado o transporte por estar endividado e receber R$ 16 mil, enquanto a investigação apontou o empresário Clenio Alisson Tavares, dono de lojas no Camelódromo, como contratante.
O grupo, incluindo familiares e policiais, atuava na importação fraudulenta de celulares e recrutava agentes para distribuição das mercadorias. Em março de 2026, mandados da PF resultaram em prisões preventivas de Clenio, um filho e dois policiais civis, enquanto a Justiça mantém os envolvidos como réus. Advogados confirmam sigilo sobre o caso, e o esquema é avaliado em mais de R$ 1 milhão em carga de drogas e contrabando.
O episódio expõe a complexidade de redes criminosas
