Impasses com os EUA e regras sanitárias impactam mercado
O Brasil se consolida como principal fornecedor de soja para a China em 2026, segundo a consultoria Royal Rural, ao embarcar mais de 6,5 milhões de toneladas no período, mantendo liderança mesmo diante de restrições fitossanitárias e incertezas comerciais globais. Na sequência aparecem Argentina, com 3,2 milhões de toneladas, e Estados Unidos, com 1,4 milhão, representando respectivamente 26% e 12% das exportações, enquanto o Brasil responde por 52% do total enviado ao país asiático.
Em fevereiro, os embarques brasileiros atingiram 2,3 milhões de toneladas, avanço de 68% na comparação anual, enquanto a Argentina exportou 1,5 milhão e os EUA registraram queda de 66% nos volumes. O desempenho argentino foi impulsionado pela redução de impostos sobre exportações, enquanto os Estados Unidos enfrentam retração nas vendas devido ao atraso em acordos comerciais com a China.
Analistas apontam que a flexibilização de regras chinesas pode favorecer o fluxo de cargas já enviadas, apesar de entraves logísticos e custos elevados para adequações sanitárias exigidas. O impasse entre China e Estados Unidos segue influenciando o mercado global, estimulando o país asiático a ampliar compras de fornecedores como o Brasil, considerado mais competitivo em preço.
Mesmo com possível retomada das compras americanas, a demanda chinesa deve manter o Brasil como principal parceiro, com expectativa anual próxima de 85 milhões de toneladas exportadas.
