Reabertura parcial depende de acordos ligados ao cessar-fogo e à ajuda humanitária
A fronteira de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, foi reaberta de forma condicional após permanecer interditada por Israel desde maio de 2024, retomando um papel estratégico para a circulação de pessoas e a entrada de ajuda humanitária. No domingo (1º), forças israelenses já haviam autorizado uma mobilidade limitada no local, considerado essencial para o avanço do cessar-fogo entre Israel e o Hamas. Em meio à devastação em Gaza, milhares de palestinos aguardam a oportunidade de deixar o território, incluindo cerca de 20 mil crianças e adultos que necessitam de tratamento médico fora da região.
Ao mesmo tempo, palestinos que estavam no exterior esperam retornar às suas casas. A reabertura também deve permitir a entrada dos 15 integrantes da Comissão Nacional para a Administração de Gaza, responsável pela gestão temporária do território sob supervisão do chamado Conselho de Paz, presidido por Donald Trump. Segundo o plano do presidente dos Estados Unidos, a medida integra a estratégia para encerrar o conflito iniciado em 7 de outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel.
Apesar da trégua em vigor desde 10 de outubro de 2025, novos ataques aéreos israelenses no sábado (31) deixaram 32 mortos, de acordo com a Defesa Civil de Gaza. Israel afirmou que as ações foram uma resposta a violações do cessar-fogo.
