quarta-feira, 11/03/2026

Ronilço Guerreiro pede estudo ambiental após danos na Rachid Neder

O vereador Ronilço Guerreiro voltou a cobrar a realização de um estudo de impacto ambiental e de drenagem urbana para a região da Avenida Rachid Neder. O alerta ocorre após a forte chuva registrada nesta terça-feira, que destruiu o asfalto no cruzamento da Rachid Neder com a Rua Pedro Celestino, evidenciando, mais uma vez, a fragilidade da infraestrutura da região.

A área já convive há anos com problemas recorrentes, especialmente na rotatória da Avenida Ernesto Geisel, ponto conhecido por alagamentos, erosões e transtornos ao trânsito. Para Guerreiro, os danos mais recentes não são um fato isolado, mas consequência direta da falta de planejamento ambiental diante do crescimento acelerado da região.

“Essa é uma região que cresceu muito, com muitos condomínios, prédios e casas. A drenagem natural foi retirada, o solo foi impermeabilizado, córregos foram canalizados e colocaram asfalto por cima. A pergunta é simples: para onde essa água vai escorrer?”, questionou Ronilço.

O vereador destaca que a Rua Rachid Neder possui, em seu traçado inferior, um córrego que foi canalizado ao longo dos anos. Segundo ele, a ocupação urbana avançou sem que houvesse um estudo técnico adequado para avaliar os impactos dessa intervenção. “Faltou estudo de impacto ambiental. Canalizar um córrego e permitir um adensamento tão grande sem um sistema robusto de drenagem é empurrar o problema para frente”, afirmou.

Para Ronilço Guerreiro, não adianta o poder público ficar apenas ‘tapando buraco’ ou recapeando o asfalto após cada chuva forte. “Vem outra chuva e leva tudo de novo. Isso gera prejuízo para o município e insegurança para quem mora e circula pela região. O problema não é apenas o asfalto frágil, é a água sem destino”, ressaltou.

Guerreiro também relaciona a situação da Rachid Neder a um problema mais amplo de drenagem na região norte da cidade. Ele defende investimentos estruturais em bairros como Vila Nasser, Vila Marli, Santa Luzia, Rua Corguinho e Bosque da Saúde, áreas que recebem grande volume de água durante as chuvas e sofrem com a falta de obras adequadas para escoamento.

“Estamos lutando para que essa região receba um grande trabalho de drenagem. É uma questão de planejamento urbano e ambiental. Cada novo prédio, cada novo asfalto, significa menos área permeável. Se isso não for pensado agora, o problema só vai piorar”, alertou.

Ronilço também lembrou que tem participado ativamente das audiências públicas do Plano Diretor e da Planurb, justamente para defender que o crescimento da cidade seja acompanhado de estudos técnicos sérios. “Não adianta trazer mais pessoas para essa região sem um estudo de impacto ambiental. Vai ficar cada vez pior: mais prédios, mais asfalto e menos terra para absorver a água”, afirmou.

Segundo o vereador, o momento exige decisões responsáveis e planejamento de longo prazo. “Campo Grande precisa parar de agir apenas depois do problema acontecer. Estudo de impacto ambiental, drenagem urbana e planejamento não são luxo, são necessidade. Caso contrário, toda chuva forte continuará trazendo prejuízo e colocando a população em risco”, concluiu.

CATEGORIAS:

Últimas Notícias

Mais notícias

CPI do Crime Organizado discute aliciamento de jovens por facções

Senadores debatem estratégias para combater o recrutamento de adolescentes por organizações criminosas A CPI do Crime Organizado realiza nesta terça-feira (10) reunião para discutir o...

CHAPADÃO DO SUL: Reforma do prédio da regulação da saúde segue em andamento

Os trabalhos de reforma do prédio da Regulação da Saúde continuam avançando em Chapadão do Sul. A obra está sendo realizada pela Secretaria de...

Modernização do Sistema Penitenciário de MS

Agepen e Agesul alinham estratégias para acelerar obras e ampliar vagas Representantes da Agepen e da Agesul reuniram-se para alinhar estratégias que visam dar celeridade...

Operação Maravalha apreende 15 mil m³ de madeira ilegal no Pará

A Operação Maravalha, conduzida pelo Ibama e ICMBio, apreendeu 7.168 m³ de madeira serrada e 5.600 toras em 70 madeireiras nos municípios de Senador...