sexta-feira, 2/01/2026

Vereador Ronilço Guerreiro critica veto do executivo as emendas sociais: “Inadmissível”

Durante a sessão da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) utilizou o tempo destinado ao líder do partido para expressar sua indignação com o veto integral do Executivo Municipal ao Projeto de Lei nº 11.736/2025. A proposta regulamentava a destinação de R$ 8,7 milhões do Fundo de Investimentos Sociais (FIS) para entidades que atuam nas áreas da assistência social e da saúde.

Segundo a justificativa apresentada pela prefeitura, a decisão pelo veto foi embasada em parecer da Secretaria Municipal da Fazenda, que apontou riscos orçamentários e a falta de repasses estaduais desde 2024.

Para Ronilço, a explicação é inaceitável. “É inadmissível essa decisão da prefeitura de vetar as emendas. Afinal, estamos falando ainda do que deveria ter sido pago no ano passado. Não pagaram. Esse veto é pra dizer que não vão pagar, e ainda tem as emendas deste ano que foram encaminhadas em março”, criticou o parlamentar.

O vereador destacou ainda que o papel do Legislativo é justamente representar os anseios da população e cobrar do Executivo ações concretas que melhorem a vida do cidadão. Ele reforçou a importância das emendas impositivas e do Fundo Social para as organizações não governamentais, ressaltando que muitas dessas entidades realizam trabalhos que o poder público não alcança.

“Essas instituições fazem um trabalho fantástico para a população, e não é possível perder um recurso tão importante por uma decisão absurda e sem justificativa. Colocaram a culpa no repasse do Governo do Estado, então vamos ouvir também o governo. Mas o que não pode é prejudicar a população”, pontuou.

Com a chegada do veto à Câmara Municipal, os vereadores já se articulam para derrubá-lo. Muitos, inclusive, já declararam voto favorável à derrubada. “Precisamos assegurar a destinação dos recursos para as entidades sociais que dependem desse suporte para continuar atendendo a população de Campo Grande”, concluiu Ronilço Guerreiro.

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