A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,5% no trimestre encerrado em janeiro de 2025, marcando a segunda alta consecutiva, após ficar em 6,2% no período anterior. Embora os números ainda indiquem um mercado de trabalho relativamente forte, com 102,9 milhões de pessoas empregadas, as perspectivas são de um desaquecimento gradual. Especialistas apontam que o aumento da taxa básica de juros (Selic) tem pressionado a economia, o que pode levar a uma redução na criação de novas vagas, especialmente nos setores da construção civil e indústria. A expectativa é de um crescimento modesto do PIB, próximo de 2%, em 2025.
Porém, o setor de serviços e a agropecuária, impulsionada por uma supersafra de grãos, podem amenizar os efeitos da desaceleração. Apesar da alta no desemprego, analistas acreditam que mais pessoas voltando ao mercado de trabalho não significa um agravamento da crise, mas sim uma retomada da busca por vagas.
A projeção é de que a taxa de desocupação chegue a 7,3% até dezembro deste ano. Com o aumento da oferta de trabalho, a escassez de mão de obra pode gerar pressões sobre os salários, refletindo em maiores custos produtivos e inflacionários.