Zé Teixeira responsabiliza Governo Federal por situação em aldeias

O deputado Zé Teixeira (PSDB), 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa, criticou o Governo Federal pela situação de falta de água enfrentada nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados. Em pronunciamento nesta semana, o parlamentar também reprovou a interdição da rodovia MS-156 pelos indígenas, um protesto que durou quatro dias e prejudicou milhares de pessoas.

“As aldeias Jaguapiru e Bororó estão se tornando verdadeiras cidades. Além de poços, em pouco tempo também vão precisar de ruas e outras obras de saneamento e urbanização. Como os índios são tutelados, a responsabilidade de fazer as infraestruturas que são necessárias é do Governo Federal. Mas, o problema não é de hoje. Há muito tempo, venho alertando e pedindo apoio para resolver a situação”, pontuou.

Conforme registros da Casa de Leis, em indicação encaminhada em dezembro de 2020 ao Governo Federal e à Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica, o deputado Zé Teixeira solicitou a perfuração de dois poços artesianos para atender as aldeias. Na época, o parlamentar já destacava a difícil situação vivenciada pelas famílias indígenas, que precisavam coletar água da chuva para beber.

“A água é fundamental para vida. Essas famílias residem em local sem infraestrutura. Pedimos o urgente atendimento com as obras solicitadas, visando oferecer saúde, saneamento, maior tranquilidade, comodidade, progresso e qualidade de vida”, justificava Zé Teixeira na época. Após o pedido, a Sanesul elaborou projeto de R$ 49 milhões prevendo a perfuração de poços e a distribuição da água na Reserva Indígena. A proposta está em Brasília desde o ano passado aguardando verbas federais para sua execução.

“O Governo Federal tem que efetivar com rapidez a parceria com a Sanesul e liberar os recursos para a perfuração dos poços. Os índios têm toda a razão de reclamar, mas não podem descumprir a Constituição e impedir o direito de ir e vir. A falha do Governo Federal penaliza os índios e prejudica o cidadão comum, que não tem nada a ver com o problema, com a interdição das estradas”, conclui Zé Teixeira.

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