Segundo dia da Expocampo é marcado por amostras de projetos de alunos 

O segundo dia da Expocampo, exposição realizada exclusivamente por escolas municipais agrícolas de Campo Grande, foi marcado pelas amostras de projetos de alunos das dez unidades educacionais rurais da cidade. Nesta sexta-feira (02), o tema central da feira foi a vivência e sabores do campo. 

Com a temática “Educação do Campo: saberes que cultivam vidas, territórios e futuros”, alunos de nove escolas municipais e professores de uma escola de educação infantil, apresentaram os projetos vividos na rotina de sala de aula. 

“No passado, incentivava-se que quem estudasse nas escolas de campo viessem para a cidade para trabalhar, e hoje nós estamos fazendo o caminho inverso. Hoje nós fortalecemos as escolas do campo para que as crianças voltem para o campo, incentivando a produção de alimentos”, explica a prefeita Adriane Lopes. 

Prefeita Adriane Lopes na Expocampo (Foto: Roberto Ajala)

Para ela, a existência de projetos voltados ao ambiente que os alunos estão inseridos fortalece a educação no campo e o cinturão verde do município. “Na comunidade Buriti, por exemplo, fomentamos a abertura de uma padaria dentro da comunidade, que está sendo representada pelas mães das crianças. E isso fortalece a economia local, criando uma rede de desenvolvimento econômico”, conclui. 

Introdução já nos primeiros anos 

A coordenadora da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Professor Alberto Guilherme Batistoti, no distrito de Anhanduí, trabalha a educação no campo com crianças que têm a partir de quatro meses de idade, e comenta como pode ser desafiador o trabalho para essa faixa etária. 

Alunos do nono ano da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco (Foto: Roberto Ajala)

“Nossas crianças aprendem muito pelo contato, experimentação, pelo corpo, então buscamos trabalhar com isso. Por exemplo, trabalhamos com o plantio não apenas para que possamos alegrar o ambiente escolar, mas também para que eles possam levar esse conhecimento para dentro de casa e alimentação com o cultivo de hortas em recipientes, por exemplo”. 

Participando da Expocampo pela primeira vez, ela comenta que os trabalhos realizados pelas outras unidades escolares servem como inspirações para os professores. “Muitas vezes a gente vê algo que é interessante e que dá para adaptar para nossas turmas, ou até já fizemos na nossa escola, mas foi aplicado de outra forma que também podemos tentar”, comenta. 

Alunos do nono ano da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco, Luana Domingo Recalti, de 14 anos, e Breno Pereira, de 15 anos, estavam na estação de empreendedorismo do quiosque da escola, onde vendiam os produtos feitos pelos alunos da escola. “Cada sala está responsável por um produto, e trazer eles aqui é mostrar o trabalho de todo mundo na escola”, comenta a adolescente. 

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