Prêmios internacionais valorizam a produção estadual
Os queijos do Paraná estão brilhando em competições nacionais e internacionais. Foram 667 medalhas em seis edições do Prêmio Queijos do Brasil, incluindo 272 conquistas em 2026. Pelo visto, o leite paranaense não está para brincadeira, embora produzir queijo de qualidade exija muito mais do que torcer para a vaca colaborar.
Em Toledo, o queijo Passionata chegou ao nono lugar no World Cheese Awards de 2024. Com casca lavada em infusão de maracujá e flores comestíveis, o produto mostra que até o queijo ganhou tratamento de luxo. Enquanto isso, tem produtor que ainda luta para fazer a conta do mês fechar sem precisar de calculadora e oração.
Assistência técnica ajuda a transformar leite em dinheiro
A orientação técnica do IDR-Paraná e da Adapar tem ajudado agroindústrias familiares a melhorar a produção e conquistar mercados. Em Araucária, uma produtora viu o quilo do queijo passar de R$ 40 para R$ 55. Um aumento bem-vindo, porque medalha pendurada na parede é bonita, mas não paga a ração nem a conta de luz.
O número de estabelecimentos habilitados pelo Susaf-PR saltou de 55, em 2023, para 173, em maio de 2026. É avanço importante para quem vive do campo e precisa de mercado para sobreviver. Afinal, o queijo pode até conquistar o mundo, mas o produtor precisa primeiro conseguir vender, receber e continuar produzindo.
