Ex-ministra defende união da direita, que precisa combinar com o resultado
Tereza Cristina resolveu reconhecer a reeleição de Lula nesta quarta-feira (28), defendendo serenidade e respeito ao resultado das urnas. Depois de apoiar Flávio Bolsonaro, a senadora parece ter entendido que eleição não é campeonato em que se troca o placar quando o time perde. A declaração veio após Flávio divulgar uma carta questionando o resultado eleitoral sem apresentar provas de fraude. O senador chegou a se autoproclamar presidente eleito, mas recuou para o posto de líder.
Pelo visto, até o discurso precisou de segundo turno. Enquanto isso, Flávio, a esposa e as filhas viajaram para Miami, nos Estados Unidos, após deixarem o Brasil pela fronteira com a Argentina. A viagem internacional aconteceu justamente quando o resultado das urnas exigia uma dose extra de responsabilidade política.
Tereza também pregou união da direita e prometeu fiscalizar o governo Lula. A democracia, felizmente, não depende da aprovação dos derrotados: o voto foi contado, o resultado está posto e espernear não muda a matemática. Agora, resta à oposição aprender a diferença entre disputar uma eleição e querer reescrever o placar.
